Posts filed under ‘Cidade’
Ironia do Verdinho
Este post deveria ser o “Ode à fossa II”. Mas sabe o que eu percebi? Eu estou sem tempo, sem espaço e sem disposição para pensar sobre isso. Grazadeus!
Enfim… o questinamento cargasdaguistico de hoje deve uma explicação razoável de como ele foi, digamos assim, concebido. Na verdade é uma situação que sempre me incomodou. Mas eu ainda não tinha me perguntado com tanta firmeza “Porque cargas d’água não se vende passe escolar de Vitória na UFES?”
Há um certo tempo o guichê da UFES passou a vender somente o passe do Transcol. Desprezaram os moradores da cidade onde fica a Universidade. Só isso.
Então, eram felizes os estudantes da UFES que antes precisavam andar debaixo do calor da cidade sol até o RU para adiquirir créditos de 0,925…
A morada escondida do “passe do verdinho” se encontra na Sede do Setpes. Agora tente chegar lá pegando um “verdinho”… Mas que raio de ônibus passa perto desse lugar? Hã? Hã? Nenhum!
Ah… mas nada que não se possa resolver. De onde o futuro detentor de crétidos de 0,925 se encontra, ele pega um ônibus que passa em alguma dessas avenidas amarelas. Então ele salta (viva o capixabês!) o mais perto possível de “A”. Anda sua jornada infinita na falta de sombras do lindo sol de Vitória até o “A”. Viva! Sua felicidade agora está concentrada em que “A” existe ar condicionado.
Observe:
A = Moradia escondida do passe do verdinho.
E sabe do quê mais? Ainda tem a volta.
Acho que agora cabe explicar o porquê de isso ter vindo à toda exatamente hoje. Eu estava feliz, contente e saltitante (mentira)… fazendo a jornada de volta, e pensei na quantidade de coisas que eu tinha para fazer, mas estava mais uma vez provando a minha baixa taxa de melanina (já que agora eu não estou bronzeada) em prol dos meus vários 0,925 centavos de crédito.
Era isso. Guilherme Pimentel põe seus pés tangueiros nessa cidade amanhã! A Festa da Saudade é depois de amanhã. E eu derretendo para comprar passe… preciso fazer as unhas! Preciso dar uma solução no vestido! Preciso testar as luzes! Preciso… ahhh! Ok. Chega do meu chilique para vocês.
Rá. Eu vou dar uma festa!
O índice inflacionário da flanela.
Quanto custa uma flanela? Resposta óbvia: muito mais do que custava há 5 anos atrás.
Seja qual for a desse utensílo doméstico (que eu gostaria de não precisar usar com tanta frequencia!!!) – o índice inflacionário que mais impressiona é daqueles que ganharam um carinhoso apelido no diminutivo por conta dessa coisa laranja.
Os flanelinhas. O nome já virou uma coisa tão comum que só quando parei para escrever o post é que pensei: antes de terem dominado territórios demarcados com um poder que transcende a minha vã imaginação – seus espaços nas ruas – eles lavavam os carros.
Hoje é tudo uma questão de segurança. Mas porque cargas d’água sempre se pergunta quanto custa o trabalho do flanelinha? O que está implícito nesse valor como variáveis do custo? O tempo que o carro ficou exposto ao perigo e que ele – o flanela – protegeu de todo o risco? O bairro? O horário?
Então vejamos: Hipoteticamente, um carro estacionado na Ilha do Boi, durante toda a madrugada? Centavos ou reais? Nada né. Na Ilha do Boi nem tem flanela. Mas e na Praia do Canto (campeã mooor)? Será que chegou a hora do flanelinha ser incluído ao lado de garçons e carregadores de mala nos manuais de etiqueta? Bem, eu espero que não.
Não custa nada respeitar o cara. Mas a rua, é de todos.
“Atuar como flanelinha, de acordo com a lei brasileira, pode constituir uma contravenção – exercício ilegal de profissão – ou mesmo um crime, se associado à prática de extorsão.” (na Wikipédia)
Vejam!
Eu estou no terceiro ano de faculdade, e não tenho salário no estágio. Se eu for pro Rio ser flanelinha tiro 900 contos? E bem que eu queria passar uma temporada com os cariocas.


