Raios
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Kat
RECEITA DE BOLO
“Acho que podemos dizer com segurança que o público adolescente (seja de idade física ou mental em alguns casos tristes) está cansado de tramas românticos de menino popular, rico e bonito se apaixona pela menina nerd, de aparência normal e uma “boa personalidade” (exemplo: High School Musical). Então, por que não inovar? Vamos pegar a MESMA história e só colocar algo pra apimentar! SENSACIONAL… sim? Não? Nem perto? Talvez? Hmm…
Claramente podemos ver que nos livros da Meyer há um certa frustração dela com os seus anos teen. Ela tenta recriar uma situação ideal para que a personagem possa conquistar aquilo que ela (a Meyer) mais almeja… Um menino de rosto perfeito (porque só é assim que o nosso querido Edward é descrito), que tem um carro importado, que a ouve, que a protege e que possa reafirmar a menina, cuja auto estima nunca foi mais baixa. E os pais que tão nem aí pra menina e a deixam fazer o que bem quiser, como sair de casa no meio da noite e atravessar os Estados Unidos porque ela tá “chateada”. Será que é isso que deveríamos passar para as futuras gerações?
Mas não estou aqui para reclamar da Bella, tadinha. Afinal, todo mundo cai em cima. Não, hoje vou bater pé nesse tal de Eduardinho… Ele é feito de purpurina… PUPURINA, ele brilha! O dia em que a Bella brigar com ele, é só ele por a mão no sol que ela (com sua capacidade de atenção curta como é) será distraída pelo BRILHO. É aqui que eu quero levantar um ponto importante: o Edward é perfeito (nem comecei com o menino do filme ainda, tou chegando), ele é alto, misterioso, sexy, meigo, gelado, protetor, machista e brilha como um diamante, e como diz a mulher propaganda para a objetificação feminina, a Merilyn Manroe, “Diamantes são os melhores amigos de uma mulher.” Palha né?
Através das décadas mulheres queimaram sutiãs, foram discriminadas, presas e, no geral, reprimidas só para conseguir essa liberdade para o sexo feminino, para que hoje possamos desfrutar e em uma série de livros (não muito bem escritos por sinal… (vamos voltar para o site FictonPress, porque achamos melhores escritores) vem e detonam isso jogando a mentalidade das meninas em puberdade, que estão passando por uma formação de identidade pessoal, lá pra idade média, onde a mulher só é alguém quando seu macho tá do lado.
Isso é nítido nas obras de Meyer, afinal a Bella VIVE cercada de homem SEMPRE. Não há um momento em que ela está só ou fazendo algo produtivo. Nem quando dorme, o Edward tá lá quando ela DORME! Isso é mais do que perturbador e traz à mente o hino internacional para perseguidores “Every move you make” do Sting and the Police, assustador? Sim, e muito.
Agora vamos falar do filme, porque no fim das contas foi o filme que mais vacilou. Nosso personagem principal tem momentos que é gato e traz pensamentos “censura 18 anos” para a mente, sim ele traz. No entanto, todos esses momentos são detonados quando você o vê de batom… e nem é um batom discreto no no no… é um batom cabuloso que só mulher da vida usa, nem a Bella usa tanto batom quanto ele. E o cabelo, o bendito cabelo perfeitamente despenteado onde você sabe q ele ficou sentado 2 horas para obter o resultado! O mesmo cabelo que não mexe o filme todo. Ah como é bom ser uma criatura imortal! Se for só pra ter o cabelo perfeito o tempo inteiro até eu queria ser, afinal, pra mim, se bater uma brisa meu cabelo já se armou pra combate e infelizmente ele sempre perde.
Chega de detonar nosso casal principal, coitados… O Edward tá fazendo mais sucesso que o homem de um milhão de dólares, que é muito igual porque toda vez que aparece vampiro tudo fica em câmera lenta. Vamos tomar um tempo para falar do Jake ou o Taylor (alguma coisa). No primeiro filme, menino feio com cabelo esquisito e o dente branco demais, que toda vez que aparecia na tela tinha um jeito de “olha como eu sou um retardado”, agora um ano e meio, 15kg de músculo e não sei quantas latas de bomba depois, ele tá gato, provocando na mulherada pelo mundo inteiro pensamentos de pedofilia. Agora, o ruim de tudo é que o Jake chega no segundo filme e vive tirando a blusa, correndo pelado pelo mato com um bando de machos suados, porém não tão bombados quanto ele, aí chega o Edward e ele também tira a blusa. Vamos pausar aqui e analisar a reação do público. Quando o Jake chegou lá tirando tudo, houve uma euforia total, quando foi a vez do Edward (após todo mundo ver o jake bronzeado, definido e liso) que é um pastoso sem músculos e um caminho para felicidade cabulosamente feio, qual foi a reação? Arrepio… Gritos de misericórdia… E sempre as idiotas, que pensam que gritando para tela adianta algo, “Tira tudo!”.
Não estamos julgado, na verdade você consegue fazer uma análise psicológica profunda da Meyer através de suas obras e aqui estamos desmistificando os livros. Alguém tem que tomar uma posição. Quero meramente conscientizar os leitores afinal…. Por que CARGAS D’AGUA tem mulheres ADULTAS e HOMENS lendo esses livros e se rebaixando por completo?”
Katherine Anna é estudante de Direito e mora em Brasília City.
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1. As boas novas! « Cargas D'água | dezembro 1, 2009 às 6:26 pm
[...] Raios [...]
2.
rebeca; | dezembro 1, 2009 às 7:41 pm
Hahahahahaha’ Pense pelo lado positivo, com um namorado como Edward você nunca vai precisar gastar seu rico dinheirinho comprando batom
rá.
3.
leleco | dezembro 1, 2009 às 10:36 pm
….. hauhauhauhuah… botei feh…. pode ceeeeer véi…. mas na alta …. sou mt mais “eu”.. hehehe…. bekinha.. mandou bem.. ahuahuha.>!!!
4.
Lokopoko | dezembro 2, 2009 às 11:29 pm
Talvez vc e a Meyer tenham + coisas em comum do que vc imagina!hehe
Mtu bom o blog!Saudades Kat!!!
5.
Kat \õ/ | dezembro 3, 2009 às 11:32 pm
obviamente leitura e intepretaçao nao eh um forte…n sinta mal acontece ate nas melhores familias
6.
Laercio | dezembro 14, 2009 às 10:53 pm
Simplesmente brilhante!! Uma joia este post, sabe aquilo tudo que nosso subconciênte pega mas nossa percepção as vezes deixa passar? então… a Kat conseguiu juntar todas essas verdades em breves linhas. Adorei mesmo!!!!
7.
rebeca targueta; | janeiro 9, 2010 às 2:32 pm
Láercio, puxa saco do caramba! HAHA
8.
Leonardo | fevereiro 17, 2010 às 8:16 pm
Muito bom esse post, sempre que eu leio críticas sobre Crepúsculo, eu tenho que rir. Quando a crítica é positiva eu fico tetando imaginar quantas pessoas nesse mundo são alienadas ou quantas pessoas a Stephanie Meyer pagou, aqui pra nós se ela estivesse pagando as adolescentes desmioladas ela ja estava pobre, kkkkkkkk. E quando vejo críticas negativas é uma grande diversão ver como muitas pessoas de sensibilidade, coisa que não é tão necessária para perceber que os infortúnio de Meyer são verdadeiras receitas de bolo, como ja disse minha amiga Denise.
9.
cargasdagua | fevereiro 18, 2010 às 5:34 pm
Apenas umas correção no comentário do Léo: Amiga Kat (amiga, gata, leitora e metedora e bedelho do CD’).